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Parâmetros e Resultados obtidos em Acaí

A atividade de campo foi precedida por treinamento teórico-prático direcionado aos discentes participantes do programa, com o objetivo de padronizar procedimentos clínicos e laboratoriais. A etapa teórica contemplou o estudo das principais verminoses que acometem pequenos ruminantes, seus impactos produtivos e sanitários, bem como estratégias de controle aplicáveis à realidade dos pequenos produtores. Foram abordadas as metodologias de contagem de ovos por grama de fezes (OPG), por meio da técnica de McMaster, a determinação do hematócrito pelo método do micro-hematócrito e os fundamentos da imunodifusão em gel de ágar (IDGA) para diagnóstico de lentiviroses. A etapa prática incluiu treinamento em contenção animal, colheita de fezes e sangue, processamento laboratorial, confecção de esfregaços sanguíneos e execução das técnicas diagnósticas.

A viagem técnica ao município de Sanharó ocorreu entre os dias 19 e 21 de maio, sendo as atividades práticas realizadas no dia 20 de maio, no Sítio Acaí, localizado no município de Poção. No local, foi estruturado um laboratório provisório para o processamento imediato das amostras biológicas. As amostras fecais foram analisadas por meio da técnica de McMaster para quantificação de ovos e oocistos, enquanto as amostras sanguíneas foram destinadas à determinação do hematócrito, avaliação morfológica em lâmina e obtenção de soro para posterior realização da IDGA.

Foram avaliados 41 animais, distribuídos em diferentes propriedades da região de Acaí. A análise dos parâmetros clínicos revelou média de peso corporal de 37,53 kg, temperatura retal média de 38,85°C, frequência cardíaca média de 89,56 bpm, frequência respiratória média de 55,92 movimentos por minuto, turgor cutâneo médio de 1,4 segundos e tempo de preenchimento capilar médio de 1,5 segundos. De modo geral, os parâmetros fisiológicos situaram-se próximos aos valores considerados de referência para pequenos ruminantes, embora tenham sido observadas variações individuais entre propriedades.

No que se refere à avaliação da coloração das mucosas, foi possível confirmar, com base nos registros individuais detalhados, a presença de 18 animais com mucosas hipocoradas. Em alguns rebanhos, entretanto, o registro da coloração não foi descrito de forma completamente discriminada, impossibilitando a determinação exata do número total de animais normocorados. Ainda assim, a frequência observada de hipocromia sugere a ocorrência de anemia em parcela relevante do rebanho avaliado. Alterações em vasos episclerais foram registradas em apenas dois indivíduos.

A média geral de hematócrito foi de 20,13%, com variação entre 12% e 22,25% entre propriedades. Alguns rebanhos apresentaram médias inferiores a 18%, valor sugestivo de comprometimento hematológico, especialmente quando associado à hipocromia de mucosas.

A análise coproparasitológica evidenciou elevada ocorrência de endoparasitas gastrintestinais. A média geral foi de 2.600 ovos de Strongyloides spp., 346 ovos do tipo Strongyloidea e 1.028 oocistos de Eimeria spp. Além disso, foram identificados 200 ovos de Trichuris spp. em um único animal. Observou-se ampla variação entre propriedades, com contagens máximas superiores a 4.800 ovos de Strongyloides spp., indicando elevada pressão parasitária ambiental.

De forma integrada, a associação entre elevadas contagens de OPG, presença de mucosas hipocoradas e valores reduzidos de hematócrito em parte dos animais sugere impacto clínico relevante das parasitoses gastrintestinais sobre o estado sanitário dos rebanhos avaliados. Embora os parâmetros fisiológicos médios tenham se mantido, em sua maioria, dentro de limites considerados aceitáveis, os achados laboratoriais indicam desafio sanitário significativo na região, com possível repercussão produtiva e econômica. Ressalta-se que não foi possível realizar análise comparativa com outras regiões visitadas devido à ausência de dados completos.

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